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sábado, 27 de abril de 2013

Carta: Um recurso precioso

    São Bernardo do Campo, 06 de março de 2013.
  
   Querida Larissa,

   A algum tempo, venho acompanhado o serviço realizado pela prefeitura de abastecimento de água em alguns pontos da cidade. Notei que em partes mais pobres, a falta de água ou a pouca quantidade da mesma, vem prejudicando a vida de alguns moradores.
   Atualmente, a água vem sendo mal utilizada. As pessoas passam "horas" tomando seus banhos ou escovando seus dentes, lavando roupas e, em seguida, jogam a água no ralo, ao invés de reutilizar a mesma. Como por exemplo, poderiam lavar suas varandas ou seus carros com a mesma água em que lavam as roupas.
   No mundo, apenas 1% da quantidade total de água, está disponível para a utilização do ser humano. Ou seja, a quantidade de água potável é muito pouca, se avaliarmos a quantidade de pessoas existentes no mundo. Muitas pessoas desconhecem esses dados e, por isso, fazem mal uso da água que é nos dirigida.
   A água é utilizada em diversos lugares, para vária funções, como por exemplo: cozinhar, no meio doméstico, produzir equipamentos, no meio industrial, entre ouros meios. 
   A água é distribuída pela cidade através de caminhões pipa, que à depositam, e ela vai pelo cano até a casa das pessoas. Mas em alguns lugares esse serviço não é feito, ou não é feito da melhor forma higiênica, que permite o uso da água.
  Atualmente, cada brasileiro consome cerca de 100 litros de água por dia, especialistas dizem que essa quantidade deverá ser reduzida, se ainda quisermos ter acesso a um bem tão precioso como este. 
   A algum tempo, foi criado um projeto na escola SESI, chamado "Água, cuide desse bem", com o objetivo de conscientizar as crianças e adolescentes sobre o uso consciente da água.
   Espero que isto te ajude com seu trabalho. 
Beijos e abraços,
Lavínia Vieira Coutinho.

Atividade feita sob a orientação da professora Ilvanita, com o intuito de produzir uma carta a partir do tema "água".  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tarde Vazia

   Era uma tarde de quarta-feira e Mariana caminhava euforicamente de sua escola até sua casa. Com os cabelos louros, olhos azuis e bem vestida, chamava atenção aonde quer que passava.
   Mas há algum tempo, o pensamento da doença de sua avó vinha tomando conta daquela pequena e novata cabecinha. Ja era tempo de mudar e a garota estava decidida a tirar de sua cabeça tudo aquilo que, de alguma forma, lhe fizesse mal.
   Então, pensativa, lembrou de uma frase que a professora havia lhe dito uma semana antes, "esqueça aquilo que lhe faz mal, atraia somente o bem, fique perto de quem você ama". Assim fez Mariana. Chegou em casa, desabafou com seus pais, visitou a avó, que passaram o dia conversando sobre experiências vividas por elas, e assim que retornou para casa, ligou para seus colegas, marcando um dia para sair todos juntos.


Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um história com final surpreendente.

Quase sem querer

   Carlos era apaixonado, sonhador, queria ter um futuro brilhante, construir sua própria família. Tinha 15 anos, e a apenas 2 teria se mudado para a cidade grande, São Paulo. Tinha cabelos curtos, cacheado e preto, alto, dos olhos castanhos e pele morena. Morava em um bairro humilde, afastado do centro.
   Sua escola ficava a duas quadras, estava no 1º ano do ensino médio, e o único motivo de gostar de ir a escola, era para ver uma garota do 2º ano, linda. Luiza tinha 16 anos, cabelos louros, enrolados, olhos castanhos e pele branca como a neve.
   Havia duas semanas que Carlos andava pensativo, indeciso e talvez, receoso  com medo. Queria poder se entregar de corpo e alma, mas tinha medo do que a garota falaria. Seus amigos que não acreditavam que a garota fosse o querer, pelo fato dela ser um ano mais nova e que ainda era apaixonada pelo sua ex-namorado, que por sua vez, não suportava ver um garoto dando em cima de sua "menina". Mas Carlos não podia perder as esperanças, ela era a mulher de sua vida, mãe de seus futuros filhos. Na mente de garoto o fato do ex-namorado e de sua idade não passavam de um simples desafio que teria que ser enfrentado, mas faltava coragem.
   No começo a garota era apenas sua amiga, mas os sentimentos foram se intensificando. Carlos não parava de pensar em Luiza um sequer segundo, isso havia atrapalhado o rendimento do garoto. Todas vez que se sentia mal, lá estava ela, parecia pressentir, era como um anjo.
  No ano seguinte o ex-namorado de Luiza havia abandonado a escola, mas não a garota, que por mais que sentisse que ele ainda era dono de uma parte de seu coração, a volta deles era impossível, pois a mãe de Luiza não gostava do garoto, que se achava o "mais-mais" de toda escola, e realmente era. Bem, um de seus      obstáculos já havia, em partes, sido resolvido, mas faltava a coragem e um empurrãozinho pela parte de seus amigos.
   Eles marcavam de sair alguns finais de semana, era uma felicidade quando ele recebiai o telefonema de Luiza o chamando para sair. Iam ao cinema, teatro, livraria, lanchonetes, e aonde quer que fosse o local já era suficiente para Carlos ficar ainda mais apaixonado por Luiza. Mas o tempo passava e o final do ano chegava, Luiza viajaria para Londres, prestar a universidade. Eles já contavam segredos uns aos outros, Luiza falava dos garotos que gostava, Carlos só ouvia, pois a unica garota que amava, estava em sua frente e era apenas uma amiga de escola, sua melhor amiga, talvez.
  Era setembro, aniversario de Carlos, e como todos os anos uma pequena pequena chuva caia, e batia nas janelas de seu quarto. Este ano tinha planejado uma coisa diferente dos demais, não ficaria em casa, sairia com seus amigos para uma festinha perto dali. Chegando lá encontrou varias pessoas de sua escola, inclusive Luiza. Mas ela estava diferente, estava acompanhada, acompanhada de seu ex, aos beijos, agarrada ao ex. Mas ela não podia, ela prometera a Carlos que não faria isso, não voltaria com ele, mas o que os olhos vêem, é difícil desmentir.
   Carlos até pensou em voltar para casa, mas todos, inclusive ela perceberia que ele à amava. E sem pensar duas vezes, aplicou o plano da vingança, deu um beijo na amiga de Luiza, que quando viu, sentiu um aperto no coração, mesmo estando acompanhada, sentia que gostava um pouco, ou talvez muito, de seu melhor amigo.
   O tempo foram passando, eles já não era tão grudados como antes, não contavam tudo que viam, ou sentiam um para o outro. Assim como Carlos, Luiza também sentia falta de estar acompanhada com o amigo.
   Era final de ano, na formatura de Luiza, ela como sempre estava linda, mas como sempre, agora estava acompanhada de seu namorado. Carlos não suportava vê-los juntos, mas o que poderia fazer? Gritar e pedir a ela que eles terminassem? Para cobrar ela de sua promessa? Não, Carlos mais uma vez não iria correr atrás de sua amada.
   O dia da partida de Luiza havia chegado, ela esperava por ele, por seu melhor amigo no aeroporto, mas Carlos não apareceu. Estava ocupado demais com a sua vidinha monótona, magoado e chateado com a garota. Tentava a todo custo tirá-la da cabeça.
   Luiza esperou até o último minuto, mas ele não apareceu, ele á abandonou.
   Carlos arrependido, resolveu ir até o aeroporto, acho que o voo sairia ás 14:00. Ela já teria partido, o abandonado, sabe-se lá quando ela voltaria.
  Tentou por diversas vezes escrever cartas, mas não tinha coragem de enviá-las. Até que um dia decidiu que alguma coisa teria que ser feita, e por mais que ela não recebesse ou não leria a carta, ele havia tentado.
   Dias se passaram até que uma carta de retorno havia chegado, remetente: Luiza Oliveira Simões. Carlos ficou surpreso ao ler, nela Luiza disse que sentia o mesmo amor por ele, que ela só estava com o ex porque achava que Carlos não à queria. Que era para ele esperar, ela voltaria, e eles seriam muito felizes. Essa era a nova promessa de Luiza, e ela estava afim de cumpri-la.
  Nove meses se passaram e Luiza retornou ao Brasil. Durante o tempo que estavam afastados, trocavam cartas sempre que possível.
   Luiza cumpriu a sua promessa, e assim foram felizes para todo o sempre, enquanto existia vida, enquanto existia o amor. E a certeza de que um completava o outro era cada vez mais certa. Estava escrito, cada detalhe, da forma mais bela possível e impossível.


Fascinação das Aguás

   No clarão do meio-dia, Pedro tentava chegar ao seu destino. A terra estava seca, árida e fervendo. Mas logo após as dunas de areia estava um pequeno lago, era o único lugar onde todos daquela estranha cidade, gostariam de estar, porem, não avistava ninguém aonde estaria as crianças? Aonde estariam as mulheres lavando sua roupas? Pedro se sentia sozinho. Era estranho. Tudo era estranho naquela cidadezinha.
   Difícil era encontrar alguém nas ruas como antigamente. Nos dias de hoje, as pessoa preferem ficar em casa, praticamente presas.
   Pedro era sozinho, sentia falta de sua juventude, em que ficava horas jogando bola na rua com seus amigos.
   Vivia se perguntando: "qual a relação em que as crianças tinham atualmente?", "como elas se sentem nos dias de hoje?" e "o que fazem o dia inteiro?". Eram perguntas que não abandonavam a mente de Pedro.
   A unica companhia de Pedro era seu neto que o visitava somente aos fins de semana. O avô sempre se reunia com Lucas em frente a lareira apagada, e ali passavam a noite contando histórias. O neto ficava fascinado com as contações do avô, que por sua vez, ficava impressionado com as experiências dos dias atuais, em que o neto vivia.
   Em uma dessas visitas, Pedro decidiu levar o neto ao lago que teria supostamente encontrado, onde ninguém jamais sabia de sua existência.
   Os olhos do garoto brilhavam, fascinado com as águas. Fazia tempo que já não o via sorrir daquele jeito. Bobo com uma coisa que antigamente, era muito comum.
   No dia seguinte, Lucas contou a história do lago aos seus amigos, que se reuniam a cada duas semanas, geralmente para falar de lançamentos de jogos e atrações da tecnologia, facilmente comprados pela internet. Lucas quis leva-los até o lago em que o avô havia mostrado ao garoto. Todos ficaram surpresos, asssim como Lucas. Decidiram então se reunir quase todos os dias, para contar novidades, ouvir histórias e aprender jogos que Pedro jogava quando tinha a idade dos garotos.

Atividade produzida sob orientação da professora Ilvanita.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como um dia se foi

   Era para ser o dia mais feliz daqueles jovens de 23 anos. Gabrielle, estudante de medicina, cabelos longos, loiros e ondulados. Marcelo, estava ao final de sua faculdade de engenharia química, moreno, alto e dos olhos azuis. Sonhavam em construir uma família e permanecerem juntos até o final de suas vidas.
   O dia estava divino. Era verão, tempo abafado, a lua mais brilhante como nunca se vira.
   Ás 21 horas o sino da igreja soava no ouvido daqueles que ali estava presentes.
   Todos os convidados já estavam presentes, até a noiva já havia chegado, mas onde estava o noivo?
   Estavam todos nervosos e preocupados com tanta demora de Marcelo. O celular de Marie, irmã do noivo, toca. Era uma mulher, se dizia amante de Marcelo. Todos não queriam acreditar naquela suposta farsa, mas a mulher tornou a repetir, disse que o homem não estava feliz ao lado de Gabrielle e que ele não voltaria a vê-la nunca mais. A irmã tentava ligar repetitivamente para Marcelo, porém ninguém atendia.
  Os convidados começaram a sair da igreja chorando. Gabrielle, que aguardava a chegada do noivo na limousine, avistando os familiares aos prantos, resolveu sair e perguntar o que estava acontecendo.Explicaram-lhe o ocorrido, e a jovem saiu correndo da igreja a procura daquele que seria o seu futuro marido.
   Gabrielle subiu na garupa de um moço que estava na porta da igreja e pediu para que ele se dirigisse até o apartamento do casal, o homem não entendi nada, mas percebendo que a noiva estava desesperada, resolveu ajuda-la . Chegando lá, ela encontrou caído com flores e um envelope em suas mãos que dizia: "me desculpe pelo atraso, eu te amo". Gabrielle ligou para amigos e familiares explicando o que havia acontecido, foi para a rua, ajoelhou-se e pois-se à chorar.
   Era o fim calamitoso para todos que ali estavam. Ele não voltaria, ela não á amava de verdade, ele abandonara á todos.






















Atividade produzida sob orientação da professora Ilvanita.

domingo, 10 de março de 2013

Em outra volta

   Era uma tarde de domingo ensolarado, ouvia-se os cantos dos pássaros e o balançar das árvores.
   Logo o silêncio foi interrompido pelos gritos de minha mãe,  chamando-me para ir à igreja.
   Pegamos o ônibus que parava a uma quadra da igreja, o restante do caminho, íamos caminhando.
   Coloquei meu fone de ouvido, encostada no canto da janela, pensativa. O ônibus lotava a cada parada.
  Ao longe, avistei uma senhora, moradora de rua. Estava suja e seu rosto aparentava triste, infeliz, melancólico. Aos seus braços, uma criança, com o rosto moreno, olhos castanhos. E a sua direita, uma outra menina, com um chapéu sujo e rasgado, rindo profundamente, brincando e aparentemente feliz.
   Aquela ceda ficara marcada em minha mente. Na caminhada, onde costumávamos conversar inquietamente, eu apenas pensava na família, na criança feliz, mesmo estando naquela precária vida monótona.
   A missa começara e eu prava pela família, pedia a Deus que lhe dessem u a vida mais confortável. Na volta, voltamos pelo mesmo caminho e resolvi parar e entregar uma linda boneca que havia comprado á garotinha. Não a encontrei, então perguntei às pessoas próximas ao local em que á tinha visto e disseram-me que a garota de nome Luísa, havia falecido poucas horas antes. Tinha uma doença que lutava desde que nasceu, leucemia.
               
                                                                                        

Atividade realizada sob orientação da professora Ilvanita.